2015: o ano dominado pelo mobile

2015: o ano dominado pelo mobile

Por que o investimento no mobile continua tão baixo, mesmo com a reconhecida importância desta plataforma?

Em 2015, o uso do mobile ultrapassou o do desktop. Segundo uma pesquisa recente da Mary Meeker, nós olhamos nossos celulares mais de 150 vezes por dia. Definitivamente, fica difícil imaginar a vida antes dele. Lembra-se de ficar na chuva tentando pegar um taxi? E de ligar para a casa de alguém perguntando se fulano está? Pode não fazer muito tempo, mas esse comportamento foi substituído pelo simples toque em um único aparelho de mil e uma utilidades.

O mobile está tão integrado ao nosso cotidiano que a gente não percebe a profundidade do impacto, mas ele é disruptivo: transforma a vida das pessoas, assim como transforma mercados e indústrias inteiras. Estamos tão ligados a ele que desenvolvemos a NoMoFobia – aquele desespero que sentimos quando esquecemos o celular em casa. E, além de tudo, o celular transformou a maneira que buscamos as coisas, decide e faz compras.

2015: o ano em que o mobile ultrapassou o desktop

Mesmo com essa revolução no modo de lidar com a tecnologia, as marcas não estão acompanhando essa transformação. O investimento em mobile ainda é de apenas 5%.

Alguns mitos apoiam a relutância das marcas em investir no mobile:
“O país está na frente da TV.”
“Mobile é para ricos e jovens.”
“É só para redes sociais e entretenimento.”
“Sites móveis não tem conversão.”
Mas tudo indica que a realidade é bem mais interessante. Olha só:

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O comportamento do consumidor mudou em um ritmo muito maior do que as marcas conseguem acompanhar. O mobile criou novos comportamentos e hábitos que alteram como as pessoas passam por toda a jornada de consumo.

Atualmente, as batalhas pelos corações, mentes – e bolsos – são ganhas ou perdidas em micro-momentos, momentos de tomada de decisão e formação de preferência que acontecem ao longo dessa jornada.

O que costumava ser uma “sessão” em frente ao computador foi substituído por interações fragmentadas que acontecem instantaneamente. Nós temos centenas desses momentos todos os dias: olhando as horas, mandando um SMS para um amigo, conversando em redes sociais.

Micro-momentos: momentos espontâneos de tomada de decisão que ditam resultados ao longo de toda a jornada de consumo.

Esses momentos acontecem quando as pessoas, como que por reflexo, voltam-se para o aparelho para agir sobre uma necessidade de aprender, fazer, descobrir, assistir ou comprar. São momentos ricos em intenção, onde decisões são feitas e as preferências são formadas. Nesses momentos, a expectativa do consumidor está mais alta que nunca. Os supercomputadores que a gente carrega no bolso treinaram a gente a esperar que as marcas entreguem exatamente o que estamos procurando, na hora em que estamos procurando.

Para ter sucesso, é preciso primeiro entender as pessoas, depois a tecnologia. Pense nesses dados de uma pesquisa recente:

  •  69% das pessoas que viajam a lazer e têm um smartphone buscam por ideias de viagem em momentos livres, como numa fila ou esperando o metrô.
  • 91% dos usuários de smartphone buscam por informação em seus aparelhos enquanto estão no meio de alguma outra tarefa.
  • 82% dos usuários de smartphone consultam seus aparelhos enquanto estão na loja decidindo o que comprar. E desses, um em cada dez acaba mudando sua decisão de compra.
  • 69% dos consumidores online concordam que a qualidade, o timing ou a relevância das mensagens de uma empresa afetam sua percepção da marca.

Conclusão: As marcas bem-sucedidas de amanhã vão ser as que tem uma estratégia para entender e suprir as demandas dos consumidores nesses micro-momentos.

 

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