Entenda o marketing cognitivo e saiba como usá-lo na estratégia da sua marca

Entenda o marketing cognitivo e saiba como usá-lo na estratégia da sua marca

Você sabe o que é marketing cognitivo e como ele pode ajudar você e a sua marca?

Para entendê-lo, primeiramente, é necessário perceber que, por estar diretamente relacionado ao comportamento do consumidor, o marketing se estende para outras ciências, como a sociologia, psicologia e antropologia. Aqui, também entra a ciência cognitiva, já que a expressão está diretamente relacionada ao processo de conhecimento.

A partir de vários fatores presentes no desenvolvimento intelectual, como o pensamento, a linguagem, a atenção, a criatividade e a memória, estamos trabalhando o nosso cognitivo. O ser humano processa a mensagem, tem uma percepção sobre ela e, assim, ativa sua memória, seu julgamento e razão, para chegar a determinado conhecimento. Esse conhecimento, em relação às marcas, é gerado ao selecioná-las, ao optar por uma compra ou o uso de produtos e serviços específicos, diretamente relacionados com uma necessidade ou desejo.

A tecnologia cognitiva no marketing, como mostra o infográfico abaixo, elaborado pela IBM Outhink, melhora a interação entre as pessoas, sistemas e programas; eleva o nível de conhecimento delas e também de empresas, insere habilidades próprias do ser humano, ou seja, cognitivas, às máquinas e aos produtos e ainda permite o aprendizado permanente. Por outro lado, se não trabalhado da forma correta, o desejo do consumidor em uma ação de vendas – atuante direta no cognitivo – pode não ser suprido e gerar a chamada dissonância cognitiva.

Marketing x Dissonância cognitiva
Mais do que apenas associar o marketing à cognição, é muito comum relacionar a área com a dissonância cognitiva, que acontece quando há uma contradição entre a maneira que o ser humano age e a maneira com que ele pensa. Ou seja, é possível considerar algo correto, mas, na prática, agir de forma diferente.

Em relação ao marketing, é igual. Em um processo de compra, é possível que os consumidores acabem agindo por impulsos, crenças, pensamentos e influências externas – eles são incentivados à compra, mas deixam seus valores de lado. Essa aquisição deveria ser baseada em uma necessidade real, mas, quando acontece por impulso, seja através de um atendimento online, um ponto de venda físico ou mesmo uma propaganda, a falta de planejamento pode causar reações negativas em relação ao produto. A dissonância acontece neste momento, quando o consumidor não percebe real valor em sua aquisição.

Como usar o cognitivo a favor da marca

A partir do momento em que entendem a importância de trabalhar o processo cognitivo de cada consumidor, as marcas estão aptas a pensar em experiências reais e positivas ao público-alvo. De início, deve-se evitar o sentimento de dissonância cognitiva nos clientes, trabalhando apenas as suas verdadeiras necessidades. Afinal, ao comprar um produto ou serviço, o mínimo esperado pelo cliente é que atenda às suas expectativas.

Mas, se ocorrer o contrário, ou seja, se a empresa oferecer um serviço que não seja capaz de entregar, pode ocorrer a dissonância cognitiva. O cliente, ao perceber que errou em contratar o serviço, lidará com novos estímulos para a mente a fim de reduzir o conflito, porém, nesse caso, com pensamentos que irão influenciar negativamente a maneira que enxergava determinada marca.

Outro possível exemplo são produtos com preços altos, ou mesmo mais complexos, como aqueles técnicos. Para que a dissonância, ou seja, a incoerência, não aconteça, é necessário fazer com que o cognitivo da pessoa seja ativado de maneira positiva para a marca. E como fazer isso?

Para começar, com a ação de marketing já mencionada acima e que, de fato, alinhe as expectativas do cliente em relação ao produto desejado. E, por isso, se faz tão importante não somente a exposição de preços do produto, ou uma propaganda chamativa sobre ele, mas também todas as suas informações e os benefícios que oferece, além de um pós-venda caracterizado pelo relacionamento com o cliente, mostrando que, sim, há valor agregado em torno do produto/serviço adquirido. Dessa forma, o risco de ocorrer a dissonância cognitiva é muito baixo, visto que a pessoa terá um alinhamento em todos os processos relacionados ao produto, desde a ativação do cognitivo (curiosidade e expectativa com a propaganda), passando por uma boa experiência de compra (alinhada ao marketing) até o pós-venda (relacionamento). O cliente, assim, é capaz de extrair o máximo de valor do produto, independentemente de seu preço ou complexidade.

Por fim, vale ressaltar que as redes sociais também são ferramentas essenciais nesse aspecto, pois servem para manter relacionamento com um cliente, ou mesmo para se mostrar à disposição e oferecer soluções diante de uma experiência negativa. O cliente usará, sim, o cognitivo, mas de forma coerente, onde se interessará pelas experiências positivas da marca. Pensou em resolver problemas? Estará trabalhando a cognição. Propaganda? A mesma coisa. E se despertou um sentimento positivo em seu consumidor? Evitou a dissonância e utilizou a cognição a seu favor.

Agora que já entende do assunto, que tal despertar o cognitivo de seus clientes de forma positiva? Fale com a gente, a Max2 oferece a solução digital para a sua empresa!

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