App: vale a pena desenvolvê-lo para a minha marca?

App: vale a pena desenvolvê-lo para a minha marca?

Qual é a primeira coisa que você faz ao acordar? E a última coisa que você faz antes de dormir? É provável que a resposta da grande maioria seja: “checar o celular”.

Os smartphones já fazem parte das nossas vidas. São, praticamente, uma extensão de nós.

Mas o que torna esses dispositivos tão atraentes e viciantes não é o fato de eles fazerem ligação, mas sim, os aplicativos, que fazem com que seja possível acessar as redes sociais, verificar o e-mail, trocar mensagens em tempo real, utilizar GPS, acompanhar a conta bancária, monitorar seu treino físico, checar a previsão do tempo, tirar foto, postar foto, gravar vídeo, postar vídeo, realizar compras em e-commerce, solicitar transporte e mais uma infinidade de possibilidades.

Os aplicativos mobile têm se mostrado verdadeiros potenciais no momento atual. Pesquisas dão conta de que mais de 48 mil aplicativos são baixados a cada minuto e que os usuários passam uma média de 60,3 minutos por dia os utilizando no celular. E, da mesma forma que o consumo e engajamento deste tipo de serviço vêm sendo crescente, as marcas também vêm buscando nos apps uma nova estratégia de marketing.

Afinal, se hoje você não passa um dia e, provavelmente, nem uma hora sem acessar o smartphone, é porque todas as facilidades que esse dispositivo oferece estão na forma de aplicativo. E, como você, outros milhares de brasileiros estão a todo o momento utilizando os aplicativos como facilitador na rotina do dia a dia. Mas como fazer com que o aplicativo da sua marca ganhe a atenção do seu usuário?

Quando o assunto é marketing, precisamos levar em consideração a importância de não somente conquistar a visibilidade de determinada ferramenta, mas, principalmente, manter a sua audiência. Com os apps, não seria diferente, por isso a importância de criar um relacionamento com o cliente, para que ele não abandone o serviço e veja ali um diferencial. Então, ao decidir criar um aplicativo, é preciso levar em consideração algumas variáveis:

Por que, para o meu negócio, ter um aplicativo é mais vantajoso do que ter um site mobile?

Quando surgiram os smartphones, o acesso aos sites não era tão fácil – além do próprio dispositivo não ser adaptado a isso (as telas e os teclados dificultavam a navegação), os sites não eram pensados para a navegação em telas menores.

Com o crescente acesso à internet pelos dispositivos móveis, viu-se a oportunidade e a necessidade de adaptar os dispositivos – que passaram a ter telas cada vez maiores e recursos touchscreen – e os sites, que, hoje, são responsivos (quando se adaptam aos mais variados tamanhos de telas) ou mobile (quando um site específico para dispositivos móveis é desenvolvido). Juntas, essas evoluções incentivaram e tornaram fácil o acesso à internet pelo celular.

Mas, então, por que os aplicativos ganharam tanto espaço? Os aplicativos foram uma excelente oportunidade para a criação de serviços, ou seja, eu posso criar um serviço focado no uso mobile. É o caso, por exemplo, do Whatsapp e do Uber. Esses serviços vêm para trazer praticidade e, por só funcionarem por meio de smartphones, não há a necessidade de se pensar em um site responsivo ou mobile. O acesso a eles, para fazer sentido, precisa estar, literalmente, a um clique do usuário.

Mas é claro que não são apenas esses serviços que possuem aplicativos. Diversos sites existentes também criam apps, como é o caso das redes sociais. O acesso por eles é mais ágil do que a navegação em sites, além de permitir que notificações cheguem ao dispositivo. O aplicativo também permite a interação entre contas de diversas redes sociais e, inclusive, facilita as postagens. Tirou uma foto? Rapidamente é possível postá-la nas redes sociais. Alguém interagiu com você? O aplicativo notifica para que você possa responder ao usuário.

Alguns e-commerces também recorrem aos aplicativos. Nesse caso, pode-se questionar se essa é a melhor escolha, conforme falaremos no próximo tópico.

Meu cliente vai querer baixar o meu aplicativo?

Qual é o nível de interação que o seu cliente tem com a sua marca? Com qual frequência ele acessa os seus serviços? Essas duas reflexões são essenciais para definir se vale a pena desenvolver um aplicativo.

Atualmente, as marcas disputam o chamado Top of Hardware no celular do usuário, uma vez que baixar um aplicativo significa reservar uma parcela da memória do celular para ele. Memória, essa, que é dividida com tantos outros aplicativos, assim como fotos, vídeos e documentos. Então, se a memória do dispositivo estiver cheia, alguns critérios vão ser essenciais para que o seu usuário decida se o seu aplicativo permanecerá ou se será desinstalado. E, para permanecer, é imprescindível que ele veja utilidade e benefício. Por isso, se o seu serviço não fizer parte do dia a dia do usuário, tendo um acesso pontual, e não frequente, talvez seja mais útil direcionar as forças para o desenvolvimento de um site mobile do que para um aplicativo, que facilmente poderá ser esquecido ou deletado pelo seu usuário.

Quais serão as estratégias para que meu app não caia no esquecimento do meu cliente, depois de baixado?

Há uma estatística de que 60% dos usuários que deixam de abrir o app 7 dias após tê-lo instalado, nunca mais retornam para ele. Ou seja, mesmo que você tenha convencido o usuário a utilizar seu app, caso ele entre no aplicativo e não encontre diferença alguma em relação ao site, a probabilidade de ele não retornar é grande. Isso acontece, também, pois o usuário pode ter baixado o aplicativo para uma situação muito pontual, não precisando mais dele com frequência, o que faz com que ele se esqueça desse aplicativo. E é aí que as estratégias para que o usuário perceba a utilidade do aplicativo devem ser colocadas em práticas.

A Sephora, por exemplo, conseguiu integrar a experiência on e off do usuário, fazendo com que, no momento em que o cliente estivesse na loja física, o app fosse útil, já que era possível utilizá-lo para escanear o produto e obter mais informações sobre ele.

Por fim, em pesquisa feita pelo Google, em parceria com a Ipsos MediaCT, ficou comprovado que uma das maneiras mais eficazes de fazer o seu usuário não abandonar (nem desinstalar) um aplicativo é oferecer desconto, principalmente se o app for relacionado ao varejo ou ao setor de turismo.

Ou seja, o app precisa entregar valor e mostrar ao usuário que tem um propósito.

E, entre uma infinidade de aplicativos, como fazer o meu ser encontrado pelo usuário?

 Para que o aplicativo seja instalado no smartphone do usuário, é necessário que ele seja encontrado. Por isso, há algumas estratégias que podem ser colocadas em prática:

– Lojas de aplicativos: de acordo com a pesquisa da Ipsos MediaCT, 40% dos usuários pesquisam por apps nas próprias lojas de aplicativos. Nesse sentido, é importante que o app esteja bem avaliado pelos usuários e com comentários positivos, trazendo credibilidade e curiosidade para outros usuários baixarem. Também é necessário levar em consideração que grande parte desses usuários buscam por aplicativos que foram indicados por outras pessoas. E, para que essa indicação seja feita, é necessário que ele tenha boas experiências com o app.

Mas se 40% encontram os apps nas lojas, qual é o caminho para atingir os outros 60%?

– Comunicação direcionada: se é um serviço que já existe independentemente dos dispositivos móveis, como é o caso de e-commerces, pode-se aproveitar o mailing de clientes para divulgar a existência do aplicativo, oferecendo um benefício para aqueles que instalarem o app. Também é possível divulgar o recurso nos canais físicos da empresa, caso eles existam.

– Anúncios em buscadores: uma alternativa que tem sido bastante eficaz é recorrer aos anúncios. Então, quando seu usuário procurar pelas palavras-chave do seu negócio, o Google mostrará o anúncio do seu aplicativo, com link direto para que ele possa baixá-lo. Os anúncios também têm se mostrado bastante eficazes para fazer o usuário voltar a se engajar com aquele app que ele já tem instalado no celular: a partir do momento em que o usuário fizer uma busca sobre um tema relevante ao app que ele já tem no celular, ele pode ser impactado por anúncios que divulgam esse aplicativo.

Considerando todos os fatores acima, pode-se concluir que os aplicativos são boas alternativas para se relacionar com o seu usuário, desde que existam estratégias e propósitos bem definidos, agregando valor e sendo útil ao usuário. Se o seu negócio não tiver diferenciais para atrair o seu cliente por meio de aplicativos, o melhor a fazer é ter um site mobile (ou responsivo) que permita boa experiência ao usuário durante a navegação no site.

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